31.3.09

Coisa de espião

Desde 2001 a Rede Globo investe pesado no seu programa de maior retorno: O Big Brother Brasil. São nove edições até agora, com ganhadores milionários e cheios de prêmios. O último vencedor, o da oitava edição, ganhou moto, carros, computadores e outros brindes que vieram de paraquedas. Mas será que vale a pena gastar esse tempo precioso que temos hoje em dia vendo um programa que mostra a vida dos outros? Em parte, sim.

Entender a mente humana não é uma coisa fácil, principalmente no meio de convívio social, na pele. Analisar o que pode ser visto pelos outros ajuda no entendimento de diferentes grupos sociais. Um diferencial dos Reality Shows é reunir esses diferentes grupos e juntar todos em uma casa, confinados por dias, semanas, meses. É quase um tratamento de choque pôr uma pessoa que não tem os mesmos princípios que os seus para viverem na mesma casa e até compartilharem o mesmo quarto, a mesma mesa. E é esse tratamento sofrido pelos participantes que favorece quem assiste, buscando questionar até que ponto a mente humana pode chegar.

No nosso meio social não é conveniente ficar vigiando a vida alheia, querendo saber o que se passa naquela mente. É mais fácil, por exemplo, saber quais planos um filho ou um cônjuge têm do que o de um colega de trabalho. A análise é mais detalhada, devido ao convívio presente diário (na maioria dos casos) e dos passos caminhados juntos. É capaz de você saber uma opinião de qualquer um de sua família antes de ela mesmo ser emitida.

O ibope não para de crescer, porque cada vez mais pessoas entram no jogo, votam e discutem nas ruas, gernando mais troca de opiniões. Esse bate-boca mostra que as pessoas estão mais antenadas no que diz respeito ao comportamento e aos realities.

Se formos pensar em como aquela pessoa não votou na outro no paredão passado é porque você identificou o que ela quis dizer e você já aperfeiçoa a sua noção dedutiva. E ser curioso é bom, vá ver um reality show! Vê se assim você consegue entender porque aquela paquera não te ligou.

29.3.09

Vai uma twittada aí?

Não faz muito tempo que o estouro do Twitter apareceu por aqui. Na verdade, ano passado. Nos Estados Unidos o microblog, que permite compartilhar pequenos textos com amigos e seguidores, vem crescendo a cada dia que passa. E não é só por lá e por aqui não; o Twitter vem crescendo pelo mundo inteiro, e em só um ano já fez 7 milhões de pessoas ficarem viciadas em ficar postando a sua vida em apenas 140 caracteres.

Mas uma twittada não pode ser uma simples resposta - "O Que Você Está Fazendo?" -, mas uma ideia que tem que ser expressada e aberta para aqueles colegas de rede. Eles mandam, você responde, vê e critica na mesma hora. Seja pela internet, SMS, iPhone, Wap ou o que for, você vai arranjar um jeito de acessar o Twitter. Se não for moderado, pode se tornar um grande problema -ele vicia.

A atriz Jennifer Aniston já terminou um relacionamento por causa dele; Barack Obama dizia onde faria discursos através dele; Robin Williams, Mariah Carey e Britney Spears já acessam o Twitter; Ashton Kutcher e Demi Moore, por exemplo, contam sobre a sua vida de casados na rede. Mas por que isso serviu como um diário nas mãos dos usuários? A justificativa pode estar no modo como o Twitter trabalha, fornecendo pequenos textos e permitindo que as mensagens dos contatos apareçam em suas entradas. Assim fica fácil divulgar o que quer e torna a brincadeira mais divertida, abrinndo uma brecha para verdades e incoveniências.

Mas e os outros serviços, eles ficarão mais fracos? Não. O Facebook, Orkut, os instant messengers não perderão sua vez por causa do microblog. Cada um exerce uma função diferente, apesar de o Facebook e o Orkut terem adotado a ferramenta "Status" para tentar agradar alguns usuários desse produto. Os blogs também não correm o risco, já que oferecem uma chance de um texto mais detalhado e de recursos infinitos de publicação; alguns até aderiram ao segundo blog para complementar o seu.

O fenômeno tende a crescer ainda mais se depender desse ritmo de divulgação global. É a rede que mais cresce nos EUA: de 6 mil para 6 milhões em um ano. E isso só em 2008, imagine nesse ano. É capaz de passar o Orkut, que tem 45 milhões de usuários, em breve, ou quem sabe o MySpace? O que ninguém quer agora é escapar da pergunta - "O que você está fazendo agora?".

28.3.09

Novo formato

Há alguns dias venho notado um número crescente de emails enviados ao C+7 em relação ao conteúdo do blog. Pessoas reclamando, sugerindo, elogiando... enfim, criticando e falando o que pensam sobre esse lugar. Notei que muitas das reclamações eram sobre a falta de atualização do blog e sobre os assuntos, que eram só sobre cinema. Criado há menos de um ano, o Control+7 foi criado com o objetivo de levar assuntos diversos, mas no meio do caminho o rumo foi contrário. Teve gente que adorou a ideia, que apoiaram desde o princípio e que deram sugestões pedindo os filmes que queriam ser mencionados.

Hoje vejo que o C+7, depois de altos e baixos, nada mais é do que um blog de entretenimento, como sempre foi. Quem o faz são os visitantes, que mandam emails questionando e dando as opiniões sobre diversos assuntos (eu disse diversos), inclusive sobre cinema. Nada mais justo do que tentam voltar e seguir a rota certa.

Desde o ano passado, mais ou menos na metade dele, o blog vem crescendo e atingindo um número bom de visitantes adeptos. Eles vêm, visitam, veem os arquivos e futucam tudo o que tem direito. Não é à toa que o Control+TV e o Twitter foram criados. Todo mundo quer novidade e já faz tempo que o C+7 não sabe o que isso quer dizer. Os emails não param de chegar perguntando o porquê de tanto atraso. 

É por isso que queremos (vocês que visitam, e o Control+7) um novo conteúdo, uma nova forma de se comunicar e continuar levando diversão que é o que importa. Serão novas postagens, novos rumos e um campo mais amplo para um blog de opiniões. E é isso que vai ser daqui para a frente, criando um novo formato e abrindo espaço para novas ideias.

Gustavo S.
contato@control7.com.br

13.3.09

Juno


Depois de um gravidez acidental com o melhor amigo de colégio Paulie Bleeker (Michael Cera), a jovem Juno, interpretada por Ellen Page, vive um dilema em torno do filho que espera. De uma forma sarcástica, a história mostra a tentativa frustante de conciliar a sua vida de adolescente com a vida de futura mãe.

No desenrolar do filme, Juno, com a juda do pai e a madrasta (J.K. Simmons e Olivia Thirlby), tentam encontrar um casal "perfeito" para cuidar de seu filho e adotá-lo, até conhecerem Vanessa (Jennifer Garner) e Mark (Jason Bateman).

Filme leve e divertido renderam à Diablo Cody o Oscar de Melhor Roteiro Original, tudo com um orçamento de apenas US$ 7,5 milhões, um baixo custo comparado às grandes produções de Hollywood. O lucro foi de mais de US$ 120 milhões em todo o mundo, sendo muito bem recebido pela crítica.

10.3.09

Radcliffe em "Relíquias da Morte"

O último filme da série Harry Potter, "Harry Potter e as Relíquias da Morte", já está sendo filmado. A primeira parte do longa, já que a obra será dividida em duas, terá estreia prevista para 20 de Novembro de 2010. Já o filme "Enigma do Príncipe", que teria seu lançamento em meados do ano passado, tem sua estreia confirmada para 17 de Julho desse ano.

Em uma imagem divulgada nesta terça-feira (10) pelo jornal britânico The Daily Mirror, aparece Daniel Radcliffe (Harry) em uma cena de "Relíquias da Morte".
A ideia é dividir o filme para dar mais fidelidade à obra de J.K. Rowling ou, ainda sim, aumentar os rendimentos devido à compra de dois ingressos para assistí-lo por inteiro.

7.3.09

Quem Quer Ser Um Milionário

O grande campeão da noite do 81º Academy Awards, "Quem Quer Ser Um Milionário" (Slumdog Millionaire), leva originalidade, drama e realidade às telas. Revelando os contrastes da Índia, o longa dirigido por Danny Boyle, também vencedor do Oscar pela obra, desperta a atenção de quem o vê.


Jamal, morador de uma das favelas de Mumbai, vai a um programa de televisão e busca ser um milionário; tudo o que precisa fazer é responder as perguntas do "Quem Quer Ser Um Milionário", nome que dá título ao filme. Acusado de trapaça por saber tudo o que lhe era perguntado, o jovem de 18 anos é preso. A partir de então, começa a contar os fatos que passaram em sua vida de conflitos e aventuras.

As polêmicas e o plano de fundo deram à produção britânica 8 Oscar, incluindo Melhor Filme, Direção, Fotografia, Edição e Roteiro Adaptado. A proximidade entre Bollywood e Hollywood surgiram em meio a uma série de crises e recessões num filme divertido e vibrante - "Quem Quer Ser Um Milionário".